Segredo dos Livros
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segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Crítica de Leitor: «Promessa de Sangue»
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Crítica de Leitor: «Promessa de Sangue»
«É interessante a forma como Rose evolui de livro para livro, sem por isso perder as características que a definem. Continua presente um muito peculiar sentido de humor, uma noção de lealdade relativamente firme (tendo em conta as circunstâncias) e a determinação que, desde o primeiro volume, a tornou uma protagonista cativante. Até as más escolhas, ditadas por um temperamento algo impetuoso, acabam por contribuir para pôr em perspectiva as forças e vulnerabilidades de Rose. Mas houve também muito que mudou, e os acontecimentos do passado deixaram marcas que são evidentes. A perda e a saudade são claras, e bastante desenvolvidas, principalmente na fase inicial do livro.
Toda a situação entre Rose e Dimitri basta para criar uma boa dose de tensão e emoção, mantendo, por si só, uma base cativante para a narrativa. Mas, ao juntar a isto os desenvolvimentos a nível dos poderes dos Moroi e o que vai acontecendo - e mudando - na Academia, a autora constrói uma história um pouco mais completa, em que a distância não significa um afastamento total das experiências anteriores. Permanece, assim, o elo entre Rose e Lissa, uma ligação da qual novas características são agora desvendadas, mas que parece ter ainda mais para desenvolver.
Com a mesma escrita cativante dos volumes anteriores, e uma história que vai crescendo em intensidade a cada novo livro, Promessa de Sangue cativa pela história, marca pelo aspecto emocional e deixa muita curiosidade pelas muitas possibilidades em aberto na conclusão. Mais um bom livro numa série a seguir.»
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Crítica de Leitor: «Promessa de Sangue»
«Rose Hathaway deixou tudo para trás rumo à Rússia, com o coração desfeito mas extremamente decidida em encontrar o seu amado, Dimitri Belikov. Precisará, então, de todas as suas forças de modo a fazer o que está certo e cumprir com a promessa que em tempos fizera a Dimitri: se algum dia fosse transformado num Strigoi, queria uma estaca de prata espetada no coração, pois é preferível a morte a ser tal criatura das trevas. No entanto, como seria de esperar, esta busca revela-se bastante complicada, mas repleta de novas e incríveis descobertas.
As espectativas para este quarto volume da série eram algo elevadas e, apesar de Promessa de Sangue ser um pouco inferior ao volume anterior, estas não saíram furadas.
A leitura da presente obra foi bastante agradável, polvilhada de momentos cativantes e intrigantes que, por vezes, impediam de a largar. O facto de desta vez, o pano de fundo se dividir entre a Rússia e a Academia de São Vladimir, foi um factor que contribuiu positivamente para a história, bem como o surgimento de um novo leque de personagens que aparenta ter ainda muito para dar.
As personagens vão evoluindo e apesar de muitas delas serem adolescentes, têm diálogos perfeitamente normais sem aquele linguajar enervante, ao contrário do que se vê em muitos livros para “jovens adultos”. A própria escrita da autora, simples, não o é em demasia e não é excessiva no relembrar de certos aspectos passados.
Muito interessante também, foi continuar a acompanhar através da Rose todos os acontecimentos que ocorrem na Rússia ou do outro lado do oceano, graças à sua ligação com Lissa.
Se para este Promessa de Sangue, muitos eram os desenvolvimentos esperados, para o próximo volume nem se fala, pois é com espectativas redobradas que é aguardado.»
As espectativas para este quarto volume da série eram algo elevadas e, apesar de Promessa de Sangue ser um pouco inferior ao volume anterior, estas não saíram furadas.
A leitura da presente obra foi bastante agradável, polvilhada de momentos cativantes e intrigantes que, por vezes, impediam de a largar. O facto de desta vez, o pano de fundo se dividir entre a Rússia e a Academia de São Vladimir, foi um factor que contribuiu positivamente para a história, bem como o surgimento de um novo leque de personagens que aparenta ter ainda muito para dar.
As personagens vão evoluindo e apesar de muitas delas serem adolescentes, têm diálogos perfeitamente normais sem aquele linguajar enervante, ao contrário do que se vê em muitos livros para “jovens adultos”. A própria escrita da autora, simples, não o é em demasia e não é excessiva no relembrar de certos aspectos passados.
Muito interessante também, foi continuar a acompanhar através da Rose todos os acontecimentos que ocorrem na Rússia ou do outro lado do oceano, graças à sua ligação com Lissa.
Se para este Promessa de Sangue, muitos eram os desenvolvimentos esperados, para o próximo volume nem se fala, pois é com espectativas redobradas que é aguardado.»
Rita Verdial, Bela Lugosi Is Dead
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Crítica de Leitor: «Academia de Vampiros»
«Com a febre dos vampiros ainda bastante presente na literatura juvenil actual, é sempre um risco – para alguém que verdadeiramente aprecie o tema – debruçar-se sobre qualquer obra que detenha uma faceta mais jovem e romântica assente na sinopse. No entanto, por vezes surgem surpresas. Muito boas surpresas, até. E isso deu-se com Vampire Academy, uma muito interessante estreia de Richelle Mead, que vem mostrar um lado diferente, mais enigmático, expansivo e hierárquico de uma espécie sobrenatural que deixou de ser imortal.
Embora inicialmente receosa, confesso não ter sido capaz de resistir por muito mais tempo. Assim que me deparei com a nova capa – uma reimpressão Contraponto para celebrar a segunda edição do livro – a vontade de simplesmente lhe pegar e me deixar afundar num universo de dentes aguçados, sangue destilado e tortura psíquica foi tão possante e intensa que continuar sem ceder foi impossível. Assim, tive de lhe pegar... e não poderia ter ficado mais satisfeita.
O aspecto que mais me agradou em toda a leitura foi a amizade presente entre as duas protagonistas – Rosemarie e Vasilisa. O laço que as une é fabuloso, estando tão bem descrito ao ponto de atingir o leitor que imediatamente se sente enfeitiçado pelo magnetismo partilhado entre as duas. É também o constante presenciar do real sentido e valor da amizade entre Rose e Lissa que espicaça o leitor a querer conhecê-las a fundo, a querer saber o verdadeiro motivo que levou à fuga de ambas e ao desespero de Rose em querer proteger a sua melhor amiga de tudo e de todos e, principalmente, em querer saber o segredo que claramente se percebe existir entre as duas... e que mais ninguém sabe.
A beleza no seu sentido mais puro, deste ponto forte da narrativa, está no facto de ser levada ao limite por inúmeras vezes, demonstrando uma persistente protecção de ambas as partes, com altos e baixos, com inimizades e controlos e excessos e avisos, e é essa aproximação do real que incita o leitor a prosseguir leitura, sempre curioso com a próxima etapa, o próximo obstáculo a colocar-se entre as duas ou nos seus caminhos.
As relações que as duas vão tecendo e aprofundando com algumas personagens secundárias são outro dos aspectos mais prezáveis da obra. Mead, ao descrever a um leitor absorto e em branco um mundo que é comum e que pouco de novo tem para oferecer às principais intervenientes que o habitam e conhecem, possibilita que a acção se vá desenrolando sem necessidade de se entrar em pormenores introdutórios excessivamente descritivos e maçadores usuais do início de uma série. Pelo contrário e uma vez que as protagonistas já frequentavam a Academia São Vladimir (onde ocorre quase toda a acção do livro), com a naturalidade dos acontecimentos o leitor toma consciência e conhecimento das várias personalidades participantes na trama, ligações e hostilidades existentes no meio apresentado através de ocorrências entre Rose e Lissa e essas personagens, o que por si oferece ao leitor uma sintonia muito mais segura e consciente para com tudo o que vai surgindo ao longo das páginas.
Christian foi uma personagem que me chamou a atenção logo de início, pelo seu lado misterioso, incompreendido e algo grosseiro e defensivo. Habituado a ser invisível, é a sua personalidade e a forma como encara os restantes Moroi Reais, como ele, que cativa o leitor. A sua indiferença para com os outros e interacção algo proibida com Lissa serve de igual moto de interesse, apelando ao bom senso e empatia do leitor.
Dimitri é outro dos intervenientes que destaco, pela sua perspectiva madura (é mais velho que a maioria) e inteiramente focada no que é essencial – como Dhampir é seu dever, acima de tudo, proteger o ou a Moroi para si designado, mesmo que isso exija colocar o amor em segundo plano.
Mia também apresentou luta, sobretudo por ser uma Moroi fora da Realeza e, como tal, sujeita a enfrentar a mesma crueldade que qualquer outro ser abaixo da grandeza. O seu ódio inicialmente inexplicável é tão forte e tão puro que as atrocidades que comete e que leva outros a igualmente orquestrar em resposta são simplesmente magníficas, levando o leitor à loucura de curiosidade.
Com aparições mais pequenas mas igualmente avassaladoras e importantes para o desenrolar da narrativa, faço menção a Mason, um grande amigo de Rose cujo amor não é correspondido, Victor pela perspicácia e surpresa final e Kirova pela rudeza e mão firme.
Não posso deixar de referir ainda a hierarquia estabelecida e algumas das características vampíricas atribuídas tanto aos Moroi e Dhampir como aos Strigoi. Os primeiros são os mais importantes e aqueles que ocupam os postos de maior relevo na sociedade. São também considerados os “reais” vampiros, aqueles que necessitam de sangue para sobreviver mas que não são imortais. Nascem, crescem e morrem, como qualquer um. Contudo, possuem uma união muito forte com um dos elementos da Natureza – Ar, Água, Fogo e Terra – que lhes permite executar alguns “truques” ora simpáticos ora ofensivos. Os Dhampir são como os Moroi com a diferença de não terem qualquer sintonia com nenhum elemento da Natureza nem de precisarem de sangue para sobreviver. No entanto, destacam-se pela agilidade física e incontornável competência na protecção e guarda da Raça Moroi. Quanto aos Strigoi – para mim, a raça mais atraente das três –, estes são imortais e possuem particularidades que só saberão deliciando-se com esta série.
Estes são somente alguns dos pormenores físicos e mentais que Richelle Mead conferiu aos seus sugadores de sangue, tornando-os especiais e muito menos infantis, mais responsáveis e destemidos, corajosos. Também ao não se cingir ao romance entre uma ou ambas as protagonistas e outras personagens faz com que toda a atenção vá para o terror que assombra e persegue o espírito de Lissa e a união mental que Lissa e Rose partilham entre si, consentindo que, mesmo sendo Academia de Vampiros narrada na pessoa de Rose, o leitor possa experienciar um pouco do que é estar na pele de Lissa.
Academia de Vampiros trata-se de uma aventura imperdível entre uma princesa da realeza bonita, simpática e social e a sua guardiã rebelde, segura de si e que não tem medo de arriscar. Não sendo excessivamente juvenil, esta é uma obra que, no seu sentido mais preciso, aborda temas importantes da nossa actualidade como o verdadeiro apreço da amizade, o suicídio e a auto-mutilação na adolescência e o proveito inconsequente que por vezes os adultos exercem nos mais jovens.
Uma estreia cativante, que agarra o leitor e que o acompanha numa linguagem simples e muito acessível. Uma peripécia do princípio ao fim, com incontáveis fugas, um elevado grau de suspense e descobertas e um misto adorável de romance, amizade e trabalho árduo.»
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Academia de Vampiros,
Críticas
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Crítica: «O Beijo das Sombras»
«Terceiro volume da série Academia de Vampiros (Academia de Vampiros, O Beijo Gelado) dá continuidade às aventuras e desventuras das amigas Rose e Lissa, uma noviça Damphir e uma Moroi da realeza.
Para Rose Hathaway a formatura aproxima-se a passos largos. Dentro de poucas semanas pode, finalmente, ver cumprido o objectivo de se tornar na guardiã da sua melhor amiga Lissa.
Contudo, ao contrário do que seria de esperar, o seu estágio não começa nada bem. A atribuição do Moroi a proteger durante o mesmo, não é a esperada e como se não bastasse, Rose pensa que enlouquece quando começa a avistar fantasmas. Além de tudo isto, esta promissora Damphir, tem ainda de lidar com a sua complicada relação com Dimitri e com a possibilidade do seu inimigo Victor Dashkov sair em liberdade.
Entretanto, Lissa Dragomir prossegue a sua busca por informação acerca do elemento espírito, no qual se especializou, e troca conhecimentos e truques com Adrian Ivashkov, o mais recente utilizador do espírito descoberto.
A leitura de O Beijo das Sombras revelou-se uma agradável surpresa. As expectativas não eram muitas, tendo em conta os dois volumes anteriores. O arranque foi um pouco lento, mas a pouco e pouco o ritmo foi aumentando e tornou-se cada vez mais difícil largar esta obra. O interesse no enredo aumentou, a sua previsibilidade diminuiu e as personagens sofreram uma evolução significativa.
Apesar de substancialmente melhor, este continua a ser um livro de alguma simplicidade, cujo principal objectivo se foca no entretenimento do leitor. No entanto, devido às melhorias acima referidas é esperado um aumento de complexidade nos volumes vindouros.
É de lamentar contudo, uma falta de atenção considerável na revisão deste livro, pois muitas foram as gralhas encontradas no decorrer da sua leitura.
O Beijo das Sombras é sem dúvida um livro muito agradável, que abre caminho para um desenrolar da série bastante interessante e convidativo.»
Rita Verdial, blogue Bela Lugosi Is Dead, 2010
Para Rose Hathaway a formatura aproxima-se a passos largos. Dentro de poucas semanas pode, finalmente, ver cumprido o objectivo de se tornar na guardiã da sua melhor amiga Lissa.
Contudo, ao contrário do que seria de esperar, o seu estágio não começa nada bem. A atribuição do Moroi a proteger durante o mesmo, não é a esperada e como se não bastasse, Rose pensa que enlouquece quando começa a avistar fantasmas. Além de tudo isto, esta promissora Damphir, tem ainda de lidar com a sua complicada relação com Dimitri e com a possibilidade do seu inimigo Victor Dashkov sair em liberdade.
Entretanto, Lissa Dragomir prossegue a sua busca por informação acerca do elemento espírito, no qual se especializou, e troca conhecimentos e truques com Adrian Ivashkov, o mais recente utilizador do espírito descoberto.
A leitura de O Beijo das Sombras revelou-se uma agradável surpresa. As expectativas não eram muitas, tendo em conta os dois volumes anteriores. O arranque foi um pouco lento, mas a pouco e pouco o ritmo foi aumentando e tornou-se cada vez mais difícil largar esta obra. O interesse no enredo aumentou, a sua previsibilidade diminuiu e as personagens sofreram uma evolução significativa.
Apesar de substancialmente melhor, este continua a ser um livro de alguma simplicidade, cujo principal objectivo se foca no entretenimento do leitor. No entanto, devido às melhorias acima referidas é esperado um aumento de complexidade nos volumes vindouros.
É de lamentar contudo, uma falta de atenção considerável na revisão deste livro, pois muitas foram as gralhas encontradas no decorrer da sua leitura.
O Beijo das Sombras é sem dúvida um livro muito agradável, que abre caminho para um desenrolar da série bastante interessante e convidativo.»
Rita Verdial, blogue Bela Lugosi Is Dead, 2010
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Adorei a entrada de novas personagens e acredito que, num próximo volume, essas mesmo personagens vão ter um papel mais activo e vamos poder conhecê-las melhor.
Neste volume, nota-se uma vontade de mudança grande na sociedade, por parte das gerações mais novas.
Agora sim, depois de ler este 3º volume, fico com uma enorme vontade de ler o que se segue.»